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03 janeiro 2019

Separadas à nascença...

Aqui há tempos contei que eu e a minha Lia deixámos de comer carne exactamente no mesmo dia, sem nunca termos falado sobre o assunto, lembram-se?

Bom... dia 31, no tal café para onde fui arrastada, contei-lhe que tinha estado a preparar um bullet journal, porque queria tentar ver se funcionava para mim, para me organizar e tal. E diz ela: "a sério? Eu também!". Nunca tínhamos falado sobre nada disto. Nunca tínhamos sequer comentado a existência disto, muito menos partilhado links ou o que seja. Zero. Tal e qual como com a história da carne.

Mesmo dia, à noite, abrimos os nossos "The Good 2018" jars, onde fomos colocando coisas boas que nos aconteceram ao longo do ano. Acontece que ambas frequentamos a casa uma da outra quando a dona está ausente (because... gataria). Ora, pelo meio de ambos os frascos apareceram coisas que escrevemos para a outra e pusemos lá. Ela deu com o primeiro papel... e logo a seguir encontro eu um escrito por ela, no meu frasco. Mais uma vez, duas cabeças, a mesma ideia: deixar mimos no frasco da outra, que haveriam de ser lidos mais tarde.

E é isto: cumplicidade, partilha, quatro ombros, quatro orelhas. Nunca me falha, nunca me deixa cair. Já nos zangámos (e a última vez foi há bem pouco tempo), já ficámos magoadas uma com a outra, mas este amor de irmãs que temos foi sempre maior do que tudo o resto. É para sempre, minha Lia. É para sempre.

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