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29 abril 2019

Mudar

Se há coisa de que nunca tive medo é de mudar. As mudanças não me assustam nada. Pelo contrário. Gosto da adrenalina do desconhecido, gosto de me descobrir nas mudanças que vão acontecendo na minha vida. Aprendo sempre qualquer coisa sobre mim. Depois, há mudanças que se cristalizam e outras que têm um tempo de vida mais curto. E mudo novamente, sem medos, sem me assustar.

Em Setembro, deixei de comer carne. Senti que não precisava daquilo para viver - e não preciso. Mas preciso daquilo para viver melhor. Este fim-de-semana perdi algum tempo a rever os últimos seis meses da minha vida - desde Setembro, portanto. Entre tempo perdido e aprendizagens várias, tenho alocados nas ancas mais quatro quilos. E sim, tem que ver com o fact de ter deixado de comer carne. A saciedade que eu tinha com os bifes de frango foi compensada com coisas muito mais calóricas. E, aos poucos, eu mudei. E não gosto do que vejo. Sinto que, sem a carne, acabo a fazer escolhas péssimas, que se reflectiram num aumento de peso e de massa gorda. Não gosto NADA disto. E não quero isto para mim. Portanto, o frango volta à minha roda alimentar. Sem dramas. 

No fim-de-semana, comi duas refeições de peito de frango grelhado... e a sensação que tive a seguir foi esclarecedora: saciada, sem fome ao fim de meia hora, sem necessidade de comer massa e arroz em barda. Pode ser impressão minha? Pode. Mas, para já, fica assim. Principalmente em dias de treinos mais intensos, é possível que haja carne, sim. Estes seis meses ensinaram-me a cozinhar alternativas vegetarianas, que vou continuar a comer. Mas quero mesmo voltar a sentir-me bem comigo e, portanto, siga para bifes. 

Ah e tal, o que é que vais almoçar? Uma massa com cogumelos shitake e marron que está assim qualquer coisa de fenomenal. Sem carne, portanto.

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