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13 maio 2019

Mindset

Descobri, há coisa de dois, três anos, que perder peso é uma questão de cabeça. De mindset. Quando meto na cabeça que a coisa vai... vai mesmo. É o caso agora. Depois de ter passado o ano de 2017 entre os 55 e os 58kg, deixei-me estar e cheguei a 2019 com 64kg. Esta não sou eu. Eu sou muito mais do que os números que aparecem na balança, mas não me reconheço neste corpo revestido de boneco Michelin. Não me comparo com ninguém - sei que há pior e melhor mas... não quero saber, não me diz respeito, não é essa a minha guerra. A minha luta é comigo. Decidi que já chegava. E que chegava de uma data de coisas associadas a este aumento de peso que, obviamente, não aconteceu do ar.

Andei super desleixada com o ginásio,  a usar todas as desculpas para não ir treinar. Ou porque estou cansada, ou porque me atraso, ou porque a Lia não pode ir. Na semana passada, treinei seis vezes. Tenho os meus planos de treino feitos de acordo com o meu objectivo e a chave é a consistência. Mesmo. Não há milagres, nem há excepções à regra.

Desisti de esperar pela Lia para ir treinar. Vou sozinha, já nem aviso, já nem pergunto. Nada. Para não cair na tentação de embarcar num barco que não é o meu. Organizei o meu tempo de maneira a conseguir treinar sem prejudicar ninguém. Vou, meto os meus phones, ponho a minha música a tocar, faço o que tenho a fazer. Por norma, são 20 minutos de cardo intenso e 30 minutos de musculação, que é mais ou menos o tempo que demoro a fazer os quatro planos diferentes que tenho montados (um plano para cada dia de treino, bem entendido). 

Apesar de saber mais ou menos o que posso e não posso comer, em termos de qualidade e de quantidades, senti necessidade de controlar isto de maneia apertada, nesta fase. Isto implica balanças. Peso a comida, mas permito-me comer coisas que não pesei e que é um "mais ou menos". Sem problema, porque tenho marquem para isso. Voltei ao jejum intermitente, mas não estou a fazer 16 horas d jejum diário, ainda. Nem sei se as farei, na verdade. Tenho feito entre 12 e 14 horas, conforme posso e conforme tenho ou não fome (agora, por exemplo, estou há 13 horas sem comer e ainda não me deu a fome, por isso continuemos).

Andava numa luta com a água. Havia dias (principalmente ao fim de semana) em que não bebia mais de meio litro. Resultado: retenção de líquidos, obviamente. Neste momento, estou a beber cerca de 4l por dia. Sem esforço nenhum. Arranjei uma garrafa de onde não me custa nada beber (e isto tem TUDO que ver com engenharia e com a forma como a água sai com mais ou menos esforço da minha parte, e esta garrafa é perfeita para isso) e arranjei estratégias. A garrafa é de 600ml. Bebo uma entre casa e o trabalho, logo de manhã. Encho quando chego ao escritório e bebo outra até ao almoço. Mais duas ou três durante a tarde, mais uma durante o treino e a última à noite, em casa. Passo a vida a caminho da casa de banho. E? Qual é o problema? No meu caso, até é bom para me mexer, porque a casa de banho é na outra ponta do escritório e isto evita que passe horas a fio sentada.

Resultado disto tudo, ao fim de uma semana: um quilo e meio já foi. Ainda tenho um longo caminho pea frente, até aos meus 58kg e até aos meus 20/22% de massa gorda. Mas, como disse lá em cima, a chave é a consistência. E se isto implica almoçar atum e pepino na praia, pois que seja. O que é facto é que, mesmo assim, durante a semana passada ainda deu para comer coisas como bolo de aniversário, gelado e estrelitas. Equilíbrio é fundamental. E não, não estou numa cena radical, a comer só alfaces. Bem longe disso. E o que é facto é que isto, comigo, resulta. Portanto... continuemos. 

2 comentários:

  1. Estou há 3 semanas, nessa luta com a minha cabeça. Porque na verdade, não é a carne que é fraca... Já perdi 2 quilos. Sim, não é nada de extraordinário, mas não estou a ser radical. Estou só a dar passos de bebé e a tentar ser consistente. Sobretudo, quero que "as porcarias" sejam a exceção e não a regra. Se conseguir instalar esse hábito na minha vida, acho que vou ser mais feliz (e mais saudável).

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    1. Maria Raquel, precisas mesmo de não comer arroz e massa?? (Deste lado, a resposta é... Não, não precisas. Podes comer tudo, na verdade. Tens é de saber até onde podes ir, no geral.)

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