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06 junho 2019

Floresta Mágica no Bombarral

Fui convidada pela Câmara do Bombarral a ir passar o fim-de-semana do Dia da Criança à Floresta Mágica, na Mata Municipal. Ora eu nunca tinha ido ao Bombarral. Não fazia ideia do que me esperava, mas não podia recusar a oportunidade de estar com os miúdos num lugar encantado, onde eles se iam divertir a sério. 

O programa das festas começava com uma Caça aos Pirilampos, na noite de sexta (dia 31). Quis muito que os miúdos vissem pirilampos verdadeiros, já que só conhecem os da CERCI, portanto dei fogo à peça, marquei um quarto para nós num Alojamento Local em Ferrel, a 20km do Bombarral (conto esta história noutro post, prometo... porque claro que tinham de acontecer coisas...), arranquei com eles ao final da tarde rumo a Ferrel, para ir buscar a chave do quarto. Como estávamos mega apertados de tempo e eu sou uma pessoa desenrascada, fiz uma paragem técnica no McDonald's de Torres Vedras para abastecer. A paragem em Ferrel foi rapidíssima. Voltámos logo para o Bombarral, porque não queríamos perder nada.

Assim que me aproximei do espaço percebi o cuidado com que tudo estava feito. À entrada, estavam duas mascotes a receber os caçadores. O pórtico de entrada, pintado à mão, dava o mote para a magia que aquela floresta guardava... e não me enganei! 

A primeira paragem foi na Aldeia das Fadas, uma zona muito gira do circuito. Para abrir o fim-de-semana, ouvimos a história do Tio Lobo, contada genialmente. Até eu, que tenho mais 35 anos do que o público-alvo da história, vibrei com aquilo tudo!  


Seguiu-se a caça aos pirilampos, guiada pela Bruxa Jójó - e a minha filha encantada com todo o figurino da bruxa... A Mata está cheia de pirilampos, mas talvez por ser muita gente e porque estávamos a fazer barulho, não foi assim a chuva de pirilampos que a organização esperava. Eu acho só que eles queriam mesmo dar o melhor àquela audiência... porque a carrada de pirilampos que nós vimos chegou bem para ter os miúdos super felizes... E eu ainda cacei mesmo um pirilampo, que eles puderam ver de perto!

Quando terminou voltámos para Ferrel, com a promessa de que estaríamos de volta no sábado a seguir ao almoço. E assim foi. Tivemos uma tarde espectacular, por todas as razões e mais alguma. Em primeiro lugar, a Mata Municipal está muitíssimo bem cuidada. Há bancos e pontos de água espalhados pelo recinto, de maneira a que quem por lá passeia tem sem tudo assegurado. Depois, o parque infantil merece destaque. Eu não sei há quanto tempo o Bombarral tem este tratamento, mas que aquilo está bem feito, está.

Os miúdos passaram a tarde a fazer as 97654 actividades disponíveis na Floresta. Houve de tudo: um mini musical do Timon e do Pumba (fabuloso!), tatuagens com purpurinas, um poeta a escrever com uma pena e um tinteiro (e a minha filha, que já se habituou às brush pens da mãe, por causa do bullet journal, retribuiu o gesto e escreveu qualquer coisa para o poeta assim mesmo à profissional da caligrafia da Idade Média), animais da quinta, incluindo cabras, pavões, perus, coelhos e patos, póneis para montar e para passear de carroça, uma escola de bruxas, onde fizeram varinhas mágicas, o mundo da Alice no país das Maravilhas, onde decoraram bolachas e jogaram ao jogo das cadeiras, insufláveis onde se queimaram de tanto lá andar (a sério, vieram os dois com pele arrancada dali!). 






Ali pelo meio andavam uns quantos animadores, que iam vestindo outras peles durante todo o evento e os miúdos reconheciam-nos e metiam-se com eles e eles interagiam... bom, foi só espectacular mesmo!

Entretanto, ao final do dia, fomos jantar ao restaurante O Pão, também a convite da Câmara. Estávamos mesmo a entrar no restaurante quando começara a passar os atletas que estavam a participar na Corrida da Pêra e do Vinho. Lá no meio, a Rosa Mota e também guardo um post para contar esta história, porque há coisas que só mesmo a mim, não é...?

Jantámos e, como íamos dormir na Floresta - porque havia um acampamento, para o qual fomos convidados mas que está aberto ao público mediante inscrições, voltámos, pusemos as coisas na tenda e fomos para as actividades nocturnas: voltámos à Aldeia das Fadas e... ups... acordámos os duendes da aldeia que estavam a dormir nas suas casas! Eles aproveitaram a invasão para contar histórias e deixar toda a gente bem disposta: éramos umas dez famílias a passar uma noite diferente! Quando acabou esta parte, fomos novamente caçar pirilampos: como estava calor e éramos menos, a esperança era que se vissem ainda mais pirilampos... e foi o que aconteceu. No final, tivemos uma ceia que assentou mesmo bem, antes de irmos dormir. 


Claro que eu não dormi nada, porque... pássaros, insectos e o Papagaio (que é um pónei) a relinchar a noite toda, mais o frio e o facto de eu já não ter 15 anos e, portanto, já ter umas costas que agradecem colchões em vez de chão duro. Mas... nem isso me desanimou!

Acordámos cedo, fomos tomar o pequeno-almoço (e fiquei mesmo com pena de não ter pedido a receita do bolo que lá estava e que foi provavelmente o melhor bolo caseiro que comi até hoje  MESMO!) e ficámos até à hora de almoço a passear e a fazer ais actividades. As únicas que eles não tinham feito no dia anterior foram asseguradas no domingo: andar de pónei e amassar pão.

Para o meu filho, o ponto alto foi o stand dos dinossauros: esteve a tirar pedra de um fóssil de tartaruga e pôde ver e tocar num osso de dinossauro verdadeiro que está a ser retirado de pedra também. Ela adorou andar a fazer varinhas mágicas, a decorar lápis de carvão e a escola de bruxas. 


De certeza que me estou a esquecer de coisas aqui pelo meio, mas o espaço tinha tanta, tanta coisa que é difícil falar de tudo.

Adorámos cada minuto, eles já fizeram saber que "ó mãe, promete que para o ano vimos outra vez!" e eu fiquei mesmo com muita vontade de lá voltar. Afinal de contas são só 45 minutos que separam Lisboa do Bombarral, o caminho faz-se lindamente e não fica caríssimo.

Muito, muito obrigada à Câmara do Bombarral pelo convite. Sem ele, eu não teria descoberto isto e foi mesmo fabuloso. E obrigada à Dra. Patrícia Pereira, a vereadora que nos acompanhou, e a todo o staff que nos fez sempre sentir em casa. Fomos realmente bem recebidos e isso vale ouro!

Entretanto, fica a sugestão: mesmo sem Floresta Mágica, a Mata Municipal, que fica mesmo no centro do Bombarral, merece uma visita, com piquenique incluído! 

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