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04 junho 2019

Preconceito

Gays. Árabes. Pretos. Burros. Comunistas. Indianos. Manequins. Ricos. Do gueto. Tios. De direita. Católicos. Lésbicas. Protestantes. Que amamentam. Que marcam cesarianas. Barmaids. Caixas de supermercado. Mães solteiras. Loiras. Tatuados. Gordos. Deprimidos. Nerds. Drogados. Intelectuais. Que vêm telenovelas. Vegans. Metaleiros. Góticos. Bodybuilders. Hospedeiras de bordo. De Cascais. Transexuais. 

Preconceito. Provavelmente já todos fomos alvo de algum tipo de preconceito. Provavelmente já todos tivemos algum tipo de preconceito em relação a outras pessoas. 

A empatia não é um processo linear nem imediato. Não empatizamos com tudo nem com todos. Há temas que nos são mais queridos e outros com os quais não conseguimos lidar tão bem. Conscientemente, é preciso fazer um esforço para erradicar o preconceito e aprender a conviver com coisa que, por uma razão ou outra, nos provocam algum desconforto. Às vezes, a única razão para este desconforto é o desconhecimento.

Quando conhecemos pessoas que são diferentes de nós, que têm vivências diferentes das nossas, acabamos por deixar cair alguns destes preconceitos. Ali em cima elenquei uma série de características com as quais aprendi a conviver, fruto da convivência mais ou menos intensa. Aprendi a respeitar, aprendi a nem sequer olhar para aquelas pessoas de acordo com esta catalogação. São pessoas. São o X, a Y, o Z e por aí adiante. São pessoas que são muito mais do que gay, árabe, preto, etc.. 


Nisto tudo, há um tema que me é particularmente caro: a cena LGBTIQ+. Porque tenho amigos gays. Porque tenho um amigo trans. E porque sei o que eles penam para serem só pessoas normais, cidadãos de pleno direito à vista da sociedade. Nem sequer entendo que tenham de se colocar nesta ou naquela gaveta. São pessoas. Ponto. Amam quem amam, dormem com quem dormem e isso não deveria ser questão para ninguém, excepto para eles. Também não entendo que as outras pessoas tenham de aceitar o que quer que seja que não lhes diga directamente respeito. Ultrapassa-me.

bom, isto tudo a que propósito? Disto: Só Que Não. Vejam os 10 episódios. Cada episódio tem mais ou menos 10 minutos e é um testemunho dado na 1ª pessoa por vítimas dos mais diversos tipos de preconceito. Vejam e pensem um bocadinho sobre o assunto: que preconceitos têm? Como é que os podem eliminar? Vão um bocadinho mais longe: ponham-se no lugar daquelas pessoas. Não ia ser bom, pois não? Pois...

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