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10 setembro 2019

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É a agonia de te saber noutra casa, noutra cama, a pores comida noutros pratos, a abrires outras janelas, a dares água a outras plantas. O vómito de me desfazer a cada instante, antes tu, agora nada, a vida esbatida e rasurada, não foi nada disto que te pedi. 
As promessas foram hiatos, a voz que te sai da garganta e não quer dizer nada, só as mãos na minha carne e apesar disso nada. Sempre nada. Nunca foi nada.
E tu imenso e tão vazio, silêncio frio de inverno a chegar.
E eu tão morta e tão sozinha. Fim.

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