20.20

janeiro 10, 2020

Quase um mês sem escrever aqui. Eu bem tenho ideias fixas de escrever com regularidade e tal mas... não. E não por várias razões. Um: não me apetece escrever sobre banalidades e contar que fui às compras e apanhei limões em promoção. Dois: continua a não me apetecer vender os meus filhos e, mantendo a mesma ideia há mais de doze anos, é bem capaz de NUNCA acontecer. Três: continuo a não querer ser influencerzzzz e a não achar a mínima graça a catálogos disfarçados de blog. Quatro: não me apetece expor a minha vida pessoal. Cinco: não há por aí assim nenhum grande feito meu que mereça tempo de antena (e isto vai mudar quando houver data para a edição do livro, portanto depois falamos nisso).

Bom, maneiras que o que eu tenho hoje para contar é mais uma situação caricata que me aconteceu ontem. Pois que estava eu numa paragem de autocarro à beira das Amoreiras, à espera, de phones nos ouvidos (mas não estava a ouvir nada, estava mesmo só com os phones postos, a ler o meu livro - que, by the way, está a ser CHATO nas horas, mas depois falo nisto e em mais uns quantos livros), quando sou abordada por um senhor que me pergunta as horas. Ligo o ecrã do telemóvel e respondo. Ele não se foi embora e eu pensei que me fosse pedir dinheiro (acontece imenso, tinha-me acontecido na véspera, no metro). Mas não. O senhor sorri e diz qualquer coisa entredentes. Como não percebi, tirei um dos phones e pedi para repetir. Ele sorriu e fez-me sinal para tirar o outro phone - porque não devia querer falar muito alto. Eu tirei e ele, sempre a sorrir, pergunta-me

- É comprometida?

Abanei a cabeça, pisquei os olhos, incrédula. Disse que sim. Ele agradeceu, virou costas e foi-se embora em direcção ao horizonte...

E é isto. A minha vida continua a ser uma estranha sucessão de momento inacreditáveis e surreais, que caberiam, na boa, numa sitcom...

You Might Also Like

1 comentários

  1. Isso está ali taco a taco com as coisas mais estranhas que já vivi dentro do 758...
    Antigamente era cortesia levar uma pessoa a jantar, ao cinema, oferecer flores. Agora o mundo corre tão rápido que não há tempo a perder com tamanhas "banalidades"! O romantismo morreu?

    ResponderEliminar

Obrigada!

GoodReads Challenge

2020 Reading Challenge

2020 Reading Challenge
Lénia has read 29 books toward their goal of 40 books.
hide

Instagram

Parceria

Subscribe