Sugestões à sexta

junho 26, 2020

Hoje trago três filmes e uma série. Abril foi um mês que dediquei ao cinema, mais do que a qualquer outra maneira de ocupar o tempo livre. Decidi que queria ver um filme por dia. Vi 27, ao todo. Houve dias em que não vi nenhum e houve fins-de-semana em que vi muitos. Tive várias boas surpresas, nomeadamente estes.


"The Rhythm Section" tem muita coisa boa. Nomeadamente a performance da Blake Lively (que é uma espécie de Brad Pitt com pipi - demasiado gira, desconfiei das suas capacidades durante imenso tempo, e depois aparecem coisas como este filme, a provar que ela é realmente uma boa actriz). E o Jude Law, que podia fazer de poste ou de pneu - eu ia sempre adorar vê-lo (e por falar em Jude Law: ainda não vi o The Young Pope e acho que está na altura de tratar disso)

Este filme conta uma história de vingança. Muita mágoa e muita vontade de virar a mesa levam Stephanie Patrick (Lively) a procurar os autores do atentado que matou a sua família. Pelo caminho, conhece Iain Boyd (Law), que a treina e lhe dá as ferramentas de que precisa para concretizar o seu plano. Acontece que... nem tudo o que parece é...  



"Human Capital" é um remake de "Il Capitale Umano", um filme italiano de 2013 - e eu ainda não vi a versão italiana, mas quero ver.
Neste filme, Drew, um agente imobiliário, cruza-se com Quint, um gestor de fundos imobiliários que lhe propõe um negócio muito duvidoso. Mas Drew acha que aquilo pode ser a mudança de vida de que a sua família precisa e toca de alinhar no esquema. Claro que aquilo tem tudo para correr mal. E corre. Só que este "correr mal" é muito pior do que poderíamos imaginar à partida.
Pelo meio, há muita coisa posta em causa e tudo isto se sustenta nas interpretações brilhantes dos quatro actores principais, incluindo Marisa Tomei (soberba) e Maya Hawke (sim, a filha da Uma Thurman e do Ethan Hawke). 

Neste filme, mais do que o argumento (que não é dos mais potentes), o que interessa são as personagens e as performances dos actores. Estão todos tão, tão bem que é impossível não sentir o sufoco da história toda...



"Never Rarely Sometimes Always" conta a história de uma miúda de 16 anos oriunda de uma cidade do interior da Pennsylvania, que, quando se depara com uma gravidez indesejada, ruma a Nova Iorque com a prima para procurar ajuda médica para abortar. O filme acompanha a estada delas em NY e a maneira como são confrontadas com as suas próprias escolhas. Mostra-nos os medos, as angústias e a maneira como, por vezes, somos obrigados a crescer anos em dois ou três dias.

Mais uma vez, actuações brilhantes a darem sumo a este filme que, além da história poderosa, conta ainda com uma banda sonora sublime (que continuo a ouvir ainda hoje).

Se só puderem ver um destes três filmes, vejam este. Vale muito, muito a pena.



Para terminar, uma série: "The Great" conta a história (com muuuuuitas liberdades criativas, vá) de Catarina, a Grande, imperatriz da Rússia que viveu no século XVIII.
Ainda não vou sequer a meio da série e já adoro tudo: a Elle Fanning (talentosíssima - a sério, devia haver um limite para o talento distribuído por família, porque o talento das irmãs Fanning rebenta a escala!), o imbecil do Pedro, "the not so great" (o imperador, que é das personagens mais deliciosas que apanhei nos últimos tempos), a linguagem, a cenografia, a fotografia, o papel da aia da imperatriz... Está tudo fenomenal. A série é uma comédia (não é o Friends, ok?) e está só brilhante. Por cá, isto está na HBO mas... bom, todos sabemos como contornar este tipo de limitações, não é?

Vemo-nos para a semana? 

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