Sugestões à sexta | 2

julho 03, 2020

Já estamos com um pé no fim-de-semana para aí há três dias, não estamos? (Eu, pelo menos, estava a contar as horas...)
Então, hoje no menu temos um filme, uma série, um livro e uma música. Tudo em bom, nível "aconselho MESMO".


Era uma vez o Nuno Lopes. Fim. 

Mentira! Mas sim, esta série vale muito só pela actuação do nosso Nuno Lopes. (Disclaimer: sabem aquela cena da celebrity crush? Pronto. Esta é a minha. Eu e Nuno Lopes, numa ilha deserta até ao fim da vida. Não faltaria tema de conversa. Adiante.) Acontece que a série não é só o Nuno Lopes. Ok, o argumento chega ali a um ponto em que parece que perdeu a pilha mas... 

Dei por mim a ver isto não com olhos de espectadora, mas com olhos de escritora. Como? Olhando para o que está além do óbvio. Isto acontece com as boas séries e esta não é excepção: a história é contada não só pelas personagens, mas também por uma série de outros elementos que, se não estivermos atentos, passam despercebidos. Aqui tudo serve para acrescentar: a fotografia hiper saturada, em tons turquesa e laranja, grita Ibiza. Os figurinos compõem as personagens todas e nada falha. É o penteado anos 50 da Conchita, são as tatuagens (que não conseguimos discernir, mas ainda assim) do Boxer, é a roupa da Zoe, a mantê-la bibliotecária mesmo quando ela já está a milhas dessa realidade, é a música toda... Está tudo ali, a contar mais do que a própria história nos está a contar. É um exemplo perfeito de uma técnica muito usada na escrita (sairá post sobre ela em breve): "show, don't tell"



Bem-vindos a um drama bem conseguido. Este filme é sobre amor, desamor, desgostos e dores de crescimento. É sobre perda e reconstrução. 

É a história de um adolescente que se apaixona por uma mulher mais velha com quem se cruza no autocarro. A vida dele já estava meio caótica, com o pai a trair a mãe e a mãe a tentar lidar com tudo, com a escola e o crescimento normal de um adolescente à procura do seu lugar no mundo. Talvez aquela paixão fosse tudo o que ele não precisava de viver. Ou talvez fosse precisamente o que lhe faltava para dar um pulo rumo à idade adulta...



Imaginem um soco no estômago: mão puxada atrás, dentes cerrados, toda a força concentrada naquele punho que sai com uma força que vocês não imaginavam possível. É este livro.

Já falei dele no Instagram, já o aconselhei a imensas pessoas, continuo a aconselhá-lo e acho que não vou deixar de o fazer. Porquê? Porque este livro é das coisas mais duras, mais cruas e mais poderosas que li nos últimos tempos.

Aqui acompanhamos a jornada de Lydia e Luca, mãe e filho que são os únicos sobreviventes do massacre da sua família inteira pelas mãos de um cartel mexicano. Quando não resta mais nada a Lydia a não ser o filho e o medo, o caminho faz-se para norte, rumo à Terra Americana. Este livro conta essa viagem e dá-nos chapadas consecutivas, de tão visceral que é.

Por favor, leiam isto. Leiam mesmo. E depois contem-me. Ou, se já leram, partilhem comigo as vossas opiniões na caixa de comentários.


Para terminar, a minha música do momento. Eu digo isto muitas vezes: quando o assunto é música, eu sou uma miúda de 16 anos. Adoro isto, este som fresco, esta vibe leve. The Weeknd é o meu artista preferido do momento (há uns quatro anos, já). Tive outras fases mas esta instalou-se e parece que não vai desaparecer. Veremos. Para já, adoro tudo nesta música. Danço e danço e danço, mesmo que esteja a conduzir. Deixa-me num mood tão levezinho que é impossível parar de me mexer. E, neste momento, leveza é aquilo que me faz correr atrás. 

Bom fim-de-semana!!

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3 comentários

  1. Vi a série com o "nosso" Nuno e ainda estou a levitar! 😁 obrigada pela sugestão

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  2. Vi a série com o "nosso" Nuno e ainda estou a levitar! 😁 obrigada pela sugestão

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