Sugestões à Sexta | 3

julho 17, 2020

Esta semana trago um livro, uma série e um filme. Têm duas características em comum entre si. Quais? Estas: são todos estranhamente bons e absurdamente imprevistos. Valem todos MUITO a pena. Vamos?


Comecemos pelo filme. Atirei-me a este "Irresistible" sem saber ao que ia. Sabia apenas que era uma comédia e que tinha o Steve Carrell. Achei que ia ser mais uma hora e meia de vazio mental, de riso fácil e nada acerca de que pensar.

Enganei-me. É, de facto uma comédia. Mas também é uma feroz crítica política, ou não fosse ele realizado pelo Jon Stewart. O filme conta a história de um estratega democrático que ruma às profundezas do Wisconsin para trabalhar na campanha de um candidato a Mayor lá do burgo. Acontece que nem tudo o que parece é... mas este filme é, garantidamente, uma sátira ao sistema eleitoral americano e o final deixou-me boquiaberta. Houve ali cinco minutos no fim em que a leveza do tempo restante deu lugar a um "damn..." bem merecido. 


Vá, não desistam já de mim. Esta série, que parece um Sex & The City madrileno (e, na verdade, foi inspirada no quarteto de Nova Iorque), para mim revelou-se mais do que isso. Foram umas horas bem passadas, com situações em que me reconheci muito, vá. A protagonista, Valeria, é uma aspirante a escritora que anda ali no limbo entre o bloqueio e a tentativa de publicar o que finalmente escreve. 

Pelo meio, conhecemos as amigas, cada uma com características bem marcadas (e sim, fazem lembrar muito as amigas da Carrie, é um facto). Ainda assim, não há aqui o peso da moda e, no geral, parece-me uma série muito mais rica do que o Sex & The City precisamente porque não tem a superficialidade que tinha a outra. 

É uma série levezinha, para ver enquanto se come um gelado ou se bebe qualquer coisa. (No meu caso, foi enquanto fazia cardio na bicicleta, que isto uma pessoa tem de arranjar estratégias para sobreviver ao massacre!)


Finalmente, o livro. Descobri este livro através da Ju Oliveira, uma booktuber brasileira, que comecei a seguir no Instagram sabe Deus por via de quem (é o poder das redes sociais, basicamente; uma pessoa sabe onde começa, mas não faz ideia de onde vai parar). 

"Cartas no Corredor da Morte" é um dos melhores livros que eu li este ano. Pausa para respirar. Também é dos mais violentos e "gore" dos últimos tempos. Lamentavelmente, eu já não me impressiono com muito e não me incomodou minimamente, mas este não é um livro para pessoas impressionáveis (fica a ressalva). 

Então, história: duas escritoras brasileiras percebem que têm imenso em comum, nomeadamente um fascínio absurdo por gente doida (join the club, garotas... join the club!) e por terror psicológico em condições. Decidem escrever um livro a quatro mãos, sem se conhecerem pessoalmente. Sem sequer terem ouvido a voz uma da outra. Cada uma cria uma personagem e escreve nesse papel. O livro é, então, em formato epistolar: dois condenados à morte, presos em cadeias diferentes, nos Estados Unidos, comunicam por carta, relatando um ao outro aqueles que foram os seus crimes e o que os levou a matar.

Acontece que isto está tão, mas tão bem feito, tão bem escrito que é absolutamente imperdível para os amantes dos bons thrillers psicológicos. A não ser que sejam hiper impressionáveis. Nesse caso... cuidado: são 88 páginas de carga máxima...

(Sim, comprei o livro na Amazon e tive de o ler na app do Kindle. Não há na Kobo e não há nos canais, vá, alternativos. Mas são 2 euros e pouco, pronto. Dinheiro muito bem gasto, na verdade.)

Bom fim-de-semana!! E se virem alguma destas coisas, contem-me o que acharam, sim?

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