Hoje de manhã matei saudades da praia. Brinquei, fiz castelos de areia e "nadei" numa piscina com 15 cm de profundidade. Apanhei conchas e mexilhão vivo. Só não deu para ler nem para dormir... mas foi tãããããão bom!!
Estou de férias!! Uma semaninha que me vai saber pela vida!
E para começar nada melhor do que acordar às 6h45 para ir a Lisboa, tratar de um assunto da empresa! Valha-me o facto de ser veículo prioritário!! Depois fui ao escritório. Um dos meus colegas ficou admirado por me ver lá... devia era admirar-se se não me visse lá, no meu primeiro dia de férias (é tradição: o primeiro dia de férias mete sempre trabalho e uma ida ao escritório, seja lá por que razão for!).
Depois almoço com a mãe e compras. Agora, sofá, um episódio e esperar que eles regressem!
Amanhã... praia!!!
E para começar nada melhor do que acordar às 6h45 para ir a Lisboa, tratar de um assunto da empresa! Valha-me o facto de ser veículo prioritário!! Depois fui ao escritório. Um dos meus colegas ficou admirado por me ver lá... devia era admirar-se se não me visse lá, no meu primeiro dia de férias (é tradição: o primeiro dia de férias mete sempre trabalho e uma ida ao escritório, seja lá por que razão for!).
Depois almoço com a mãe e compras. Agora, sofá, um episódio e esperar que eles regressem!
Amanhã... praia!!!
E não é que já são 200??
(Os seguidores cá do sítio, pois!).
Be very welcome!
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Vá, não custa nada. Aprende-se uma vez e pronto:
- Advérbios de modo NÃO levam acentos (são aquelas coisas terminadas em -mente: obviamente, possivelmente, flexivelmente, etc.).
- O "à" refere-se a alguma coisa ou a alguém: "fui à escola", "disse à Ana". O "há" refere-se a coisas temporais: "há muito tempo", "há bocado" mas não se usa quando se diz, por exemplo "foi à hora marcada" (porque aqui nos estamos a referir a uma coisa que, por acaso é uma medida temporal).
- "Fala-se" é diferente de "falasse". "Agora fala-se de Saramago" não é o mesmo que "Se aquela pessoa falasse". O truque para saber quando usar o quê é simples: se pudermos pôr o "se" antes do resto (ainda que textualmente não seja o mais correcto), então a palavra é hifenizada. Caso contrário, não é. Exemplo: "Agora se fala de Saramago". "Se aquela pessoa se fala" não faz sentido nenhum... logo, é sem hífen.
- Voo e ler não levam acento circunflexo.
- Ontem não tem acento nenhum.
- "Dispor", "supor", "contrapor", "compor" e todos os outros verbos que terminem em "por" NÃO têm acento circunflexo.
A sério... escrevam, mas como deve ser (porque às vezes - muitas vezes - a vontade que dá, por mais interessante que seja o conteúdo, é deixar de ler determinados blogs, tal a carrada de erros e gralhas que têm).
Adenda: e claro que eu tinha que meter uma gralha no meio do post - é o que dá escrever em prestações!... Thanks, Strawberry.
- Advérbios de modo NÃO levam acentos (são aquelas coisas terminadas em -mente: obviamente, possivelmente, flexivelmente, etc.).
- O "à" refere-se a alguma coisa ou a alguém: "fui à escola", "disse à Ana". O "há" refere-se a coisas temporais: "há muito tempo", "há bocado" mas não se usa quando se diz, por exemplo "foi à hora marcada" (porque aqui nos estamos a referir a uma coisa que, por acaso é uma medida temporal).
- "Fala-se" é diferente de "falasse". "Agora fala-se de Saramago" não é o mesmo que "Se aquela pessoa falasse". O truque para saber quando usar o quê é simples: se pudermos pôr o "se" antes do resto (ainda que textualmente não seja o mais correcto), então a palavra é hifenizada. Caso contrário, não é. Exemplo: "Agora se fala de Saramago". "Se aquela pessoa se fala" não faz sentido nenhum... logo, é sem hífen.
- Voo e ler não levam acento circunflexo.
- Ontem não tem acento nenhum.
- "Dispor", "supor", "contrapor", "compor" e todos os outros verbos que terminem em "por" NÃO têm acento circunflexo.
A sério... escrevam, mas como deve ser (porque às vezes - muitas vezes - a vontade que dá, por mais interessante que seja o conteúdo, é deixar de ler determinados blogs, tal a carrada de erros e gralhas que têm).
Adenda: e claro que eu tinha que meter uma gralha no meio do post - é o que dá escrever em prestações!... Thanks, Strawberry.
(Aguentem-se. De vez em quando saem-me umas coisas sobre a maternidade. Podem sempre fazer "scroll down").
Se há coisa que me transcende são as dualidades de critérios com os filhos. Neste sentido: há pais que se revoltam se alguém constata o óbvio - que os filhos deles são terroristas. Mas se vem alguém dizer que a criança (a mesma ou um irmão/irmã) é um doce, uma maravilha, é vê-los de sorriso posto, verdadeiramente orgulhosos. Não me faz sentido, lamento.
Se somos pais para ficar babados com os elogios que fazem aos nossos filhos, também temos que ter poder de encaixe para aceitar as críticas e/ou realidades. Custa ouvir alguém (um amigo, uma educadora, um professor) dizer que o nosso filho é um terrorista? Custa. Mas, se for a verdade, só há que aceitar.
Educar não é fácil. É um braço de ferro constante com pinchavelhos de meio metro, que nos tiram do sério e nos fazem questionar coisas que tínhamos como verdades inabaláveis. É preciso ceder em muitas coisas e fazer finca-pé noutras, que se calhar nem são assim tão vitais (mas eles não podem ganhar sempre). É preciso ganhar estômago e pulso firme, senão o desastre é garantido.
O mimo é bom. As regras também. Educar é encontrar o equilíbrio entre estes dois pontos e não perder nunca de vista que quem manda somos nós (sim, a maternidade é a coisa mais parecida com uma ditadura que eu conheço). Há crianças que são simplesmente difíceis. Não quer dizer que sejam mal-educadas ou fruto de uma educação demasiado permissiva. São difíceis porque é essa a sua forma de ser e aí não há nada a fazer. O que se pode fazer tem a ver com a educação e só será visível, eventualmente, daqui a uma data de anos. Mas os pais não podem fechar-se na concha e recusar ouvir alguém dizer a verdade sobre o seu filho. Porque os filhos não são só nossos, são do mundo. E não somos só nós que os influenciamos nem que convivemos com eles. E isso, embora não dê às outras pessoas o direito de ditar ordens sobre como devemos educá-los, dá-lhes o direito a ter uma opinião que pode ser diferente da nossa.
Alguns de vocês podem pensar um "dizes isso porque a tua filha é uma anjinha que não te dá trabalho nenhum". Semi-verdade. Não é rebelde, não é difícil, não é terrorista. Mas está na idade de esticar a corda a ver até onde vai. E nunca vai muito longe, porque nós não deixamos. Mas quando a minha mãe me diz que ela tem um feitiozinho complicado, igual ao meu, eu só tenho é que comer e calar porque é verdade. Faz birras, tem dias lixados e eu sou a primeira a saber isso, a assumir isso e a dizer isso. E aceito sem problemas que sejam outros a dizer-mo porque é verdade e não há volta a dar. Não vejo porque é que deva ficar contente e agradecida quando me dizem que ela é um espectáculo e depois não consiga aceitar que alguém me diga que ela é bera. Se estamos cá para uma coisas temos que estar cá para as outras. É uma questão de justiça, acho.
Se há coisa que me transcende são as dualidades de critérios com os filhos. Neste sentido: há pais que se revoltam se alguém constata o óbvio - que os filhos deles são terroristas. Mas se vem alguém dizer que a criança (a mesma ou um irmão/irmã) é um doce, uma maravilha, é vê-los de sorriso posto, verdadeiramente orgulhosos. Não me faz sentido, lamento.
Se somos pais para ficar babados com os elogios que fazem aos nossos filhos, também temos que ter poder de encaixe para aceitar as críticas e/ou realidades. Custa ouvir alguém (um amigo, uma educadora, um professor) dizer que o nosso filho é um terrorista? Custa. Mas, se for a verdade, só há que aceitar.
Educar não é fácil. É um braço de ferro constante com pinchavelhos de meio metro, que nos tiram do sério e nos fazem questionar coisas que tínhamos como verdades inabaláveis. É preciso ceder em muitas coisas e fazer finca-pé noutras, que se calhar nem são assim tão vitais (mas eles não podem ganhar sempre). É preciso ganhar estômago e pulso firme, senão o desastre é garantido.
O mimo é bom. As regras também. Educar é encontrar o equilíbrio entre estes dois pontos e não perder nunca de vista que quem manda somos nós (sim, a maternidade é a coisa mais parecida com uma ditadura que eu conheço). Há crianças que são simplesmente difíceis. Não quer dizer que sejam mal-educadas ou fruto de uma educação demasiado permissiva. São difíceis porque é essa a sua forma de ser e aí não há nada a fazer. O que se pode fazer tem a ver com a educação e só será visível, eventualmente, daqui a uma data de anos. Mas os pais não podem fechar-se na concha e recusar ouvir alguém dizer a verdade sobre o seu filho. Porque os filhos não são só nossos, são do mundo. E não somos só nós que os influenciamos nem que convivemos com eles. E isso, embora não dê às outras pessoas o direito de ditar ordens sobre como devemos educá-los, dá-lhes o direito a ter uma opinião que pode ser diferente da nossa.
Alguns de vocês podem pensar um "dizes isso porque a tua filha é uma anjinha que não te dá trabalho nenhum". Semi-verdade. Não é rebelde, não é difícil, não é terrorista. Mas está na idade de esticar a corda a ver até onde vai. E nunca vai muito longe, porque nós não deixamos. Mas quando a minha mãe me diz que ela tem um feitiozinho complicado, igual ao meu, eu só tenho é que comer e calar porque é verdade. Faz birras, tem dias lixados e eu sou a primeira a saber isso, a assumir isso e a dizer isso. E aceito sem problemas que sejam outros a dizer-mo porque é verdade e não há volta a dar. Não vejo porque é que deva ficar contente e agradecida quando me dizem que ela é um espectáculo e depois não consiga aceitar que alguém me diga que ela é bera. Se estamos cá para uma coisas temos que estar cá para as outras. É uma questão de justiça, acho.
Eu, miss-go-with-the-flow-relax-and-enjoy-the-ride, ando assim a modos que a atrofiar por não saber às quantas ando. Estas 11 semanas são suposições. Podem ser 10. Podem ser 12. Ou 13. Não se sabe...
Entretanto, desencantei uns jeans parados lá em casa. Depois lembrei-me da razão para os ter posto de lado: apertavam-me por todo o lado. Resolvi brincar com o universo e vesti-os, só naquela de comprovar a lontrice instalada. Espanto: servem-me. Mais espanto ainda: não me apertam em lado nenhum. E é nestas alturas que eu dou graças por preferir calças de cintura descida. É que, como quem não quer a coisa, tenho pelo menos 3 pares de calças que me servem e que vão continuar a servir até... aos 6 meses de gravidez - e sim, isto é uma aposta! Já na gravidez da minha filha eu dizia que só começava a vestir calças de grávida aos 6 meses e ninguém acreditava. Mas foi precisamente aos 6 meses que comecei a usá-las. Desta vez vai ser igual. Porque NÃO vou engordar horrores (até ver, só emagreci!) e porque consigo apertar as calças por baixo da barriga. Lucky me!
De resto... enjoos, sim. Más-disposições, sim. Posições estranhas para dormir, sim. Mas podia ser bem pior...
Na semana passada tive que levar a minha cria ao hospital (problemazinho mínimo que ficou logo resolvido).
Depois da costumeira espera lá fomos chamadas. Entramos no gabinete e estavam dois médicos, uma interna e um jovem que eu não percebi se era estudante ou interno também. Olhei para o homem e gelei... LINDO de cair para o lado. Mesmo. Moreno, barba de 3 dias, alto, magro, de jeans e Merrell. De cair para o lado, já disse?
A interna observa a miúda, ele também. A miúda muito compenetrada na consulta. A dada altura ele, para a auscultar, manda-a respirar fundo. Sem conversa-para-criança, que foi o que me fez pensar que ele não deve ser da especialidade.
Lá chamaram uma outra médica, mais experiente. E puseram-se os três em frente à minha filha, a olhar para os olhos dela (que foram o motivo da consulta). E ela, palhacita, começa a piscar os olhos. Eles desataram os três a rir ao mesmo tempo e o médico fechou dizendo um "tens uns olhos muito bonitos".
Ela chegou a casa e disse ao pai que o médico era lindo. O pai perguntou quem é que era mais bonito, ele ou o doutor. Resposta dela: o doutor. Passado um bocado, ele voltou ao ataque e perguntou quem era mais bonito, o doutor ou ele. Resposta dela: o doutor.
Eu cá acho que aquele médico é mal empregado para pediatria. Devia ir para uma especialidade onde apanhasse mulheres solteiras. Agora em pediatria vai passar a vida a esbarrar em casadas, o que é pena (para ele, claro)...
Depois da costumeira espera lá fomos chamadas. Entramos no gabinete e estavam dois médicos, uma interna e um jovem que eu não percebi se era estudante ou interno também. Olhei para o homem e gelei... LINDO de cair para o lado. Mesmo. Moreno, barba de 3 dias, alto, magro, de jeans e Merrell. De cair para o lado, já disse?
A interna observa a miúda, ele também. A miúda muito compenetrada na consulta. A dada altura ele, para a auscultar, manda-a respirar fundo. Sem conversa-para-criança, que foi o que me fez pensar que ele não deve ser da especialidade.
Lá chamaram uma outra médica, mais experiente. E puseram-se os três em frente à minha filha, a olhar para os olhos dela (que foram o motivo da consulta). E ela, palhacita, começa a piscar os olhos. Eles desataram os três a rir ao mesmo tempo e o médico fechou dizendo um "tens uns olhos muito bonitos".
Ela chegou a casa e disse ao pai que o médico era lindo. O pai perguntou quem é que era mais bonito, ele ou o doutor. Resposta dela: o doutor. Passado um bocado, ele voltou ao ataque e perguntou quem era mais bonito, o doutor ou ele. Resposta dela: o doutor.
Eu cá acho que aquele médico é mal empregado para pediatria. Devia ir para uma especialidade onde apanhasse mulheres solteiras. Agora em pediatria vai passar a vida a esbarrar em casadas, o que é pena (para ele, claro)...
