... e faz com que eu e ela passemos a estar a uns 20m uma da outra diariamente!
Maravilha!! Ai tantos almocinhos dos bons que vamos ter...!!
Maravilha!! Ai tantos almocinhos dos bons que vamos ter...!!
Silly season em força pela blogosfera. Ou sou eu que só sigo blogs que... enfim. Facto: cansam-me as lamúrias, os lamentos, os copos meio cheios. Cansa-me ler recorrentemente pessoas que se queixam de quão má é a vida que têm, mas que não fazem nada, não mexem uma palhinha que seja para mudar isso. Cansa-me ler os lamentos sobre o tempo, Ai, que está um calor que não se aguenta, Ai, que agora chove a cântaros. Cansa-me ler das idas à Zara onde ainda não se consegue mexer na roupa de inverno, Mas está lá um casaco que tenho que comprar porque a editora de moda da Elle diz que aquilo vai ser tendência, fico a parecer uma ovelha choné lá dentro, mas que se lixe, é tendência, tenho que ter. Cansam-me os erros ortográficos repetidos até à exaustão, as futilidades, as banalidades, as mesquinhices do quotidiano. E o problema só pode ser meu, se em tempos achei graça a estes blogs e agora morro de tédio quando os leio...
Onde é que está a boa onda, a boa disposição, o non sense, o sentido de humor que outrora tiveram? Gone for good? A sério... ando sem paciência.
Onde é que está a boa onda, a boa disposição, o non sense, o sentido de humor que outrora tiveram? Gone for good? A sério... ando sem paciência.
Uma pessoa cresce e, vá-se lá saber porquê, aparecem medos. Eu sempre fui uma miúda destemida (leia-se inconsciente). Nunca tive medo de nada. Coisas como andar sozinha, à noite, pelo meio de Lisboa (e quem diz Lisboa, diz outros sítios) nunca me assustaram. Conduzir, andar de avião, andar de mota, tudo coisas para fazer sem sequer pensar nisso.
Até que.
Uma filha. Uma vida a depender de mim. Uma pessoa que me quer ao seu lado sempre. Uma pessoa que precisa de mim para se construir enquanto pessoa. E os medos aparecem todos. Passei a ter medo de morrer. É uma coisa consciente, em que penso todos os dias. E se eu morresse agora? Não quero. Não posso. Quero vê-la crescer, ver a pessoa em que se há-de tornar, mimá-la muito, conhecer os filhos dela, caso ela escolha tê-los. Portanto, abrandei. Nunca mais vi os 190 marcados no conta-quilómetros. Nunca mais entrei num avião sem dar por mim a rezar. Nunca mais me pus em cima de uma mota. E mesmo assim tenho muito, muito medo de morrer. Porque ainda há tanto que quero fazer, tanto que quero viver, que não me apetece nada ir embora antes do tempo. Daqui a 50 anos talvez, repito, talvez esteja preparada. Agora só tenho mesmo é medo.
Até que.
Uma filha. Uma vida a depender de mim. Uma pessoa que me quer ao seu lado sempre. Uma pessoa que precisa de mim para se construir enquanto pessoa. E os medos aparecem todos. Passei a ter medo de morrer. É uma coisa consciente, em que penso todos os dias. E se eu morresse agora? Não quero. Não posso. Quero vê-la crescer, ver a pessoa em que se há-de tornar, mimá-la muito, conhecer os filhos dela, caso ela escolha tê-los. Portanto, abrandei. Nunca mais vi os 190 marcados no conta-quilómetros. Nunca mais entrei num avião sem dar por mim a rezar. Nunca mais me pus em cima de uma mota. E mesmo assim tenho muito, muito medo de morrer. Porque ainda há tanto que quero fazer, tanto que quero viver, que não me apetece nada ir embora antes do tempo. Daqui a 50 anos talvez, repito, talvez esteja preparada. Agora só tenho mesmo é medo.
Hoje, no café, depois de eu ter ido fazer análises.
- Filha, queres alguma coisa?
- Sim. Quéo aquela coisa amaéla que a avó tem na casa dela.
- O quê?
- Aquilo amaélo...
- Bolo de laranja?
- Não...
- Sumo de laranja?
- Não, mãe! Aquela coisa amaéla que eu como com o pai...
(penso... penso... penso...)
- Ah! Queres tremoços?
- SIM! É isso, quéo t'emoços!
- Filha, queres alguma coisa?
- Sim. Quéo aquela coisa amaéla que a avó tem na casa dela.
- O quê?
- Aquilo amaélo...
- Bolo de laranja?
- Não...
- Sumo de laranja?
- Não, mãe! Aquela coisa amaéla que eu como com o pai...
(penso... penso... penso...)
- Ah! Queres tremoços?
- SIM! É isso, quéo t'emoços!
A Maria, apesar de todo o trabalho que tem tido para concretizar o sonho dela, ainda tem cabeça para se preocupar com os outros. E tempo para arranjar um miminho (em forma de peixe) para um bebé (o meu). Se isto não é de uma pessoa com um coração do tamanho do mundo, então não sei...




