Eu tenho uma forma um bocadinho esquisita de ver/lidar/gerir as saudades. Não sou saudosista, mas há coisas que me marcaram de tal forma que dava uns meses da minha vida para voltar a viver essas coisas.
Depois há as pessoas. A única pessoa de quem tenho realmente saudades é do meu avô. São umas saudades que me provocam reacções físicas imediatas (como estar a chorar só por escrever isto), saudades que eu não consigo resolver porque ele morreu quase há 3 anos. Foi e há-de sempre ser a pessoa que mais marcou a minha infância.
Não sou daquelas pessoas que se contorcem de saudades. Mesmo em relação ao meu marido e à minha filha. A minha forma de gerir estas saudades é com a cabeça: se eu ceder às saudades vai custar-me muito mais. Se eu levar as saudades com leveza o tempo não custa tanto a passar e quando dou por mim estou nos braços deles novamente (isto acontece sempre que vou para fora em trabalho, por exemplo). Há amigos de quem tenho muitas saudades e há outros de quem tenho saudades mansinhas, mas nem num nem noutro caso se instala o desânimo.
E depois tenho saudades de coisas aparentemente risíveis: da adrenalina da primeira semana de treinos de karate, da adrenalina de ver o 24 e ser tudo novidade (tenho as séries todas em casa, posso revê-las quando quiser, mas não é da série em si que eu tenho saudades, é da novidade, de não saber o que lá vem), de Barcelona, de Londres, de Roma e de Florença, do dia do meu casamento e de alguns livros que li (lá está, não dos livros em si, mas do frenesim da descoberta).
Curiosamente, não tenho saudades da minha filha bebé. Acho-a tão mais deliciosa agora, nesta fase em que tem teorias surreais (e algumas muito acertadas), em que diz tudo como os adultos, uma vez que ninguém fala com ela naquela língua ininteligível com que algumas pessoas insistem em falar com os bebés e as crianças e que eu nunca cheguei a perceber para que serve (com o aviso do pediatra de que ela precisa de ser infantilizada, coisa que acontecerá quando for para a escola), em que faz companhia e é uma companheiraça.
Não trocava a vida que tenho hoje por nada do meu passado. Nem pela independência, nem pela rebeldia, nem pela loucura. Nada do que eu vivi antes se compara sequer ao que tenho hoje, pese embora as dificuldades. E se calhar é por isto que lido tão bem com as saudades: porque o que tenho agora é muito, muito melhor do que o que já tive.
Depois há as pessoas. A única pessoa de quem tenho realmente saudades é do meu avô. São umas saudades que me provocam reacções físicas imediatas (como estar a chorar só por escrever isto), saudades que eu não consigo resolver porque ele morreu quase há 3 anos. Foi e há-de sempre ser a pessoa que mais marcou a minha infância.
Não sou daquelas pessoas que se contorcem de saudades. Mesmo em relação ao meu marido e à minha filha. A minha forma de gerir estas saudades é com a cabeça: se eu ceder às saudades vai custar-me muito mais. Se eu levar as saudades com leveza o tempo não custa tanto a passar e quando dou por mim estou nos braços deles novamente (isto acontece sempre que vou para fora em trabalho, por exemplo). Há amigos de quem tenho muitas saudades e há outros de quem tenho saudades mansinhas, mas nem num nem noutro caso se instala o desânimo.
E depois tenho saudades de coisas aparentemente risíveis: da adrenalina da primeira semana de treinos de karate, da adrenalina de ver o 24 e ser tudo novidade (tenho as séries todas em casa, posso revê-las quando quiser, mas não é da série em si que eu tenho saudades, é da novidade, de não saber o que lá vem), de Barcelona, de Londres, de Roma e de Florença, do dia do meu casamento e de alguns livros que li (lá está, não dos livros em si, mas do frenesim da descoberta).
Curiosamente, não tenho saudades da minha filha bebé. Acho-a tão mais deliciosa agora, nesta fase em que tem teorias surreais (e algumas muito acertadas), em que diz tudo como os adultos, uma vez que ninguém fala com ela naquela língua ininteligível com que algumas pessoas insistem em falar com os bebés e as crianças e que eu nunca cheguei a perceber para que serve (com o aviso do pediatra de que ela precisa de ser infantilizada, coisa que acontecerá quando for para a escola), em que faz companhia e é uma companheiraça.
Não trocava a vida que tenho hoje por nada do meu passado. Nem pela independência, nem pela rebeldia, nem pela loucura. Nada do que eu vivi antes se compara sequer ao que tenho hoje, pese embora as dificuldades. E se calhar é por isto que lido tão bem com as saudades: porque o que tenho agora é muito, muito melhor do que o que já tive.
(Um post escrito no Not So Fast Cooking, mas que é transversal...)
Tomei consciência do quão importante é poupar e aproveitar o que temos em casa graças a esta crise que, para mim, não começou agora. Como trabalho no mercado imobiliário, há muito que me apercebi do que aí vinha... E comecei a tomar medidas para me adaptar a esta nova realidade.
Por outro lado, em breve vamos tornar-nos numa família de 4, o que implica alguma ginástica adicional. É certo que até o meu filho ter cerca de 12 meses não vai comer o mesmo que nós, mas convém começar a fase de mentalização.
Aprendi muita coisa a ler alguns blogs virados para a economia doméstica. E se é certo que vi muitos disparates, também é certo que muito do que li foi importante para me abrir horizontes.
Há muitas maneiras de poupar e de rentabilizar o dinheiro que se tem. Eu não sou forreta, nem nada que se pareça, mas quero saber com o que posso contar e não me quero arrepender de ter gasto dinheiro em coisas inúteis. E se há algo positivo nesta crise que se sente é o facto de todos podermos aprender com ela...
Tomei consciência do quão importante é poupar e aproveitar o que temos em casa graças a esta crise que, para mim, não começou agora. Como trabalho no mercado imobiliário, há muito que me apercebi do que aí vinha... E comecei a tomar medidas para me adaptar a esta nova realidade.
Por outro lado, em breve vamos tornar-nos numa família de 4, o que implica alguma ginástica adicional. É certo que até o meu filho ter cerca de 12 meses não vai comer o mesmo que nós, mas convém começar a fase de mentalização.
Aprendi muita coisa a ler alguns blogs virados para a economia doméstica. E se é certo que vi muitos disparates, também é certo que muito do que li foi importante para me abrir horizontes.
- Passei a ter mais noção do que tenho em casa, na arca, no frigorífico e na despensa, e a usar o que tenho para cozinhar, ao invés de andar a fazer compras para cozinhar o que me apetece no dia.
- Passei a planear as refeições semanalmente, para rentabilizar ao máximo o que temos em casa.
- Deixei de ir ao supermercado dia sim, dia não, e passei a ir só uma vez por semana.
- Evito levar a minha filha para o supermercado (porque demoro muito mais tempo e tenho sempre que lidar com uma birra "mãe, eu quero tanto uma Pinipon!").
- Vou ao supermercado quase sempre a um dia de semana, à hora de almoço (depois de almoçar) porque o facto de não ir com muito tempo disponível faz com que não me perca com o que não é essencial.
- Passei a ter em atenção o sítio onde faço compras não só pela proximidade geográfica, mas também pelos preços das coisas e pelas promoções disponíveis.
- Percebi que o Modelo/Continente é bem mais caro que o Pingo Doce e nem fazia ideia.
- Passei a ir mais ao Minipreço e ao Lidl e não perdi em qualidade (basta saber escolher as coisas).
- Utilizo imensa coisa que me dão. A minha avó fornece-me doses industriais de courgette, de abóbora e de cebolas, por exemplo. O que não uso logo arranjo e congelo para usar mais tarde.
- Deixei de comprar bolachas e snacks para ir petiscando no trabalho. Em vez disso, faço bolachas ou bolos uma vez por semana (às vezes mais) e vou trazendo.
- Consumo muito mais fruta do que antes. E acabo por necessitar de cozinhar menos quantidade, porque fico bem se comer um prato de sopa, uma mini-dose de segundo prato e uma peça de fruta no fim.
- Deixei de consumir refrigerantes em casa. Uso a Bimby para fazer sumos e muitas, muitas limonadas.
- Deixei de comprar pão. Faço-o em casa e, o que sobra, acaba cortado e congelado, pronto para fazer torradas, ou em pão ralado aromatizado (com alho e coentros, por exemplo).
- Uso imensas marcas brancas, inclusive em comida. E não me chateio nada por isso. Há muito, muito tempo que a massa é Pingo Doce / Dia / Lidl / Continente e que não consumo outro tipo de marcas.
- Aprendi a deixar a preguiça de lado e a arranjar molhos de grelos / espinafres / agriões, em vez de os comprar já prontos a usar. Poupa-se tempo abrindo apenas o pacote, mas não acho que compense.
- Passei a ter muito mais atenção aos prazos de validade das coisas que tenho em casa e já não me lembro da última vez que deitei fora alguma coisa por estar fora de prazo.
Há muitas maneiras de poupar e de rentabilizar o dinheiro que se tem. Eu não sou forreta, nem nada que se pareça, mas quero saber com o que posso contar e não me quero arrepender de ter gasto dinheiro em coisas inúteis. E se há algo positivo nesta crise que se sente é o facto de todos podermos aprender com ela...
Se eu podia fazer números de circo? Podia, na boa. A avaliar pela forma espectacular como esta manhã escorreguei-muito-desequilibrei-me-agarrei-me-ao-carro-molhei-as-calças-mas-não-caí, eu diria que sim...
(Pavimento do parque de estacionamento molhado, eu com umas sabrinas com tendência para o disparate, uma escorregadela, et voilá, um lindo número de circo. Sem assistência, porém.)
(Pavimento do parque de estacionamento molhado, eu com umas sabrinas com tendência para o disparate, uma escorregadela, et voilá, um lindo número de circo. Sem assistência, porém.)
