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08 março 2011

Dica para mães recentes

Descobri há pouco tempo porque ma apresentaram. Quem? A mais fabulosa colher da história. A melhor invenção a seguir à roda (ou até antes da roda!). Porquê? Porque evita/reduz/limita a javardice das primeiras refeições de colher.

É da Imaginarium, custa €9,95 e vale cada cêntimo. Mete-se a sopa/papa/fruta lá para dentro e vai-se apertando para dosear. Muito menos chafurdice do que com o método tradicional! Já aqui tenho uma para o pequeno mancebo quando chegar a vez dele. E tenho pena, muita, de não a ter conhecido aquando da estreia da catraia na arte de comer como as pessoas.


A "passadeira vermelha" do FdC*

(Perdão pela qualidade das imagens, mas é o que dá fazer print screens do youtube)

Nuno Norte de "estou-me muita bem lixando para o que vocês pensam".

Axel de parolo da aldeia com direito a máquina de filmar, em punho, para depois pôr a filmagem ao lado das filmagens das festas de natal da escola dos filhos/sobrinhos/whatever. (Desta figura não tenho imagem)

Filipa Ruas de soldadinho de chumbo semi-nu.

Wanda Stuart de puta.

E comento eu com o meu marido: não sei porque é que a Wanda Stuart está vestida de puta...
E responde ele: é porque não teve tempo de se mascarar...

*Festival da Canção


Festival da Canção

Sábado à noite estacionei os olhos nesse grandioso (not) evento que atende por Festival da Canção. Não vi as canções. Apanhei aquilo quando um punhado de ilustres (des)conhecidos dava as pontuações dos respectivos distritos, perante uma Sílvia Alberto a fazer um frete. A curiosidade venceu-me e andei pelo MEO interactivo a ouvir as musiquetas. Pavor. No meio daquilo houve duas que me chamaram a atenção. As que estavam melhor classificadas, até se meterem os votos do público ao barulho.

E o público resolveu assumir de vez a veia de stand-up comedy do evento. Aquilo já era uma palhaçada há um bom par de anos, portanto vai de fazer jus a isso e toca de pôr Os Homens da Luta a representar Portugal. Na Alemanha. A mesma Alemanha onde o menino Sócrates foi chamado pela Sôdona Merkel para prestar contas. Portanto, na Alemanha a impressão que têm de nós não é grande coisa. Não vai melhorar à conta do Festival da Canção.

Mas é uma chapada de luva branca. Na estação do estado, num programa de estimação da estação do estado, o povo (ainda) soberano resolve que quem ganha é o grupo (alucinado) que vai lá com uma canção de intervenção. Acho bem.


05 março 2011

Mais uma manhã perfeita

Pai e filha no cinema - a estreia dela e logo em 3D, com uns óculos que lhe caiam da cara e que o pai teve que segurar durante todo o filme.

Eu e ele no café-das-manhãs-de-sábado. Ele a dormir, eu a escrever... e, de repente, já escrevi mais do que achei que seria capaz, em tão pouco tempo. Se continuar a escrever assim, lá para o verão começa a caça à editora...!


Linha de montagem

Ao almoço fiz Yakisoba (uma espécie de chao-min de frango). Depois pus-me a temperar chocolate para fazer umas caixinhas/tacinhas para pôr mousses. Depois fiz o início das mousses. Como aquilo tem que arrefecer a meio do processo, estou a fazer os choux de bacalhau do jantar. Quando terminar de fazer a massa acabo as mousses. Logo a seguir faço o arroz, enquanto os choux assam no forno. De caminho há-de sair um sumo de abacaxi ou uma limonada - não sei o que me apetece.

A minha bimba ainda não parou de trabalhar... (e tudo delicioso, querem apostar?)


Da eternidade

Há pessoas que vivem para sempre.

O meu avô. A pessoa que marcou a minha infância. A pessoa que me ensinou mil coisas que ainda hoje lembro (a encher cartuchos, que ele depois levava para caçar, por exemplo). A pessoa cuja morte mais senti. A pessoa de quem tenho mais saudades.

O que é realmente bonito é que este avô criou três netos. Tem seis, mas só conviveu diariamente com três. Os outros três não sabem nem querem saber - e nem sonham aquilo que perderam...
Os três netos que o meu avô viu crescer todos os dias, até morrer, sentem a sua ausência da mesma forma. Choramos os três com saudades dele. Rimo-nos quando recordamos histórias da nossa infância, mas acabamos sempre em lágrimas. O meu avô Eusébio é eterno dentro de nós.

E agora também é eterno no braço da minha prima mais nova. Provavelmente a tatuagem mais bonita que já vi (e está igual, igual à fotografia, igual ao que ele era...). Um dia, quem sabe, desenharei exactamente a mesma fotografia do meu avô algures na minha pele.

Tantas saudades, avô, tantas...



04 março 2011

Civismo

Eu devo ter qualquer coisa que atrai estas situações estranhas.

Hoje, depois de dar uma série de voltas no parque do Vasco da Gama, passei ao pé de uma zona de lugares destinados a grávidas, pessoas com crianças de colo e idosos. Azar dos azares, estava uma senhora a acabar de estacionar. Acontece que a senhora devia ter uns 50 e tal, 60 anos. Parei o carro e olhei fixamente para ela. E ela para mim. Olhei tanto que ela voltou atrás para ver se tinha trancado o carro.

- Olhe, desculpe, a senhora estacionou o carro num lugar destinado a grávidas, pessoas com crianças de colo e idosos, porquê?
- (olhando para dentro do meu carro, com duas crianças lá dentro) Ah, pois foi, nem vi... eu nunca venho a este centro comercial...

E entrou no carro e foi estacioná-lo noutro lado. A fila atrás de mim era grande, mas toda a gente percebeu a cena e, pasmem-se, ninguém desatou a buzinar furiosamente.

Acho indecente que pessoas que não estão nas condições para estes lugares (ou para os de deficientes, é igual) façam uso deles. Toda a gente que anda com um bebé num carrinho sabe que os lugares de estacionamento normais são mais estreitos. É difícil tirar um ovo do carro sem dar uma sarrafada com a porta do carro na porta do vizinho. É difícil andar com um carrinho por entre os lugares de estacionamento sem levar retrovisores atrás. E é difícil estas pessoas que prevaricam (adoro esta palavra) deixarem de ser umas preguiçosas egoístas e perceberem que há, de facto, quem precise destes lugares de estacionamento.


Pós-moderno

Comprar preservativos com a minha mãe ao lado tem outro encanto...


De como cultivar uma dor de cabeça em menos de nada

Dois filhos, duas mãos, um carrinho de bebé, uma filha que anda a pé, um centro comercial. Dar almoço à filha, almoçar, dar almoço ao filho. Levar a filha à casa de banho, mudar a fralda do filho.

Parecia uma tira do Baby Blues...


01 março 2011

Três

Hoje é o dia dela.

Hoje termina o mês e uma semana que separa os nossos três aniversários. Somos amigas há sete anos. Temos sempre razões para celebrar, para conversar, para estarmos juntas. Mas não estamos juntas tantas vezes como gostaríamos. Para breve, o nosso almoço de aniversários. Para celebrar a vida, as alegrias, as conquistas, os momentos bons. Para dar ombro e colo às angústias, às incertezas, aos medos, ao que nos correu menos bem.

Hoje é o dia dela.

E eu sou muito mais feliz por ter o privilégio de ter esta amiga. Estas amigas. Estas melhores-amigas-para-sempre.