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14 abril 2011

A estrear

Ainda só tem um item, mas já é uma loja.

Aqui.


13 abril 2011

Orgulho



A minha primeira mala. Para usar a tiracolo, como me dá jeito. Com um fecho, como me dá jeito. Com forro. Com entretela na alça. Com pregas. Tudo cosido à máquina excepto o forro à parte de fora, que vai ser cosido à mão - é o que falta fazer. Tudo direitinho. A minha mãe, costureira de mão cheia (tanta roupinha do Augustus que ela fez, tanta!), ficou orgulhosa da sua filha de peixe que afinal parece que sabe nadar. E eu só lamento os anos desperdiçados. Podia ter aprendido a costurar há tanto tempo... Mas estou orgulhosa do que tenho feito, pois estou!

Agora é continuar. Lá para o fim de semana haverá novidades. E uma loja.

Mas antes disso... opiniões, please. Que vos parece?


12 abril 2011

DOC

Apercebi-me há pouco tempo de que tenho uma espécie de distúrbio obsessivo-compulsivo: sou incapaz de estar sem fazer nada, a sentir que estou a desperdiçar tempo. Exemplos: se vou a algum lado onde sei que vou ter que esperar, levo sempre um livro. Não consigo estar num sítio sem fazer nada, sinto sempre que aqueles minutos podiam significar mais umas páginas lidas. Outro exemplo: não sou capaz de estar só a ver televisão. Tenho que estar a ver televisão e a passar a ferro ou a crochetar ou a coser, qualquer coisa que me ocupe as mãos. E se isto não é muito chato - porque é um DOC que não incomoda ninguém à minha volta - para mim é incómodo porque me dá sempre uma sensação de que me falta qualquer coisa.


10 abril 2011

Lovely sunday

Agradeço a quem de direito o facto de ter dois filhos que aprenderam depressa que a noite é para dormir - têm tempo para saber que não é bem assim...

Hoje a alvorada foi às 7h, com o mais novo a clamar por leite. Ia pô-lo na nossa cama quando dei conta de que a mais nova já lá estava, a ocupar o lugar do meio. Nem dei por ela se instalar... Fui, portanto, para o quarto deles. Deitei-me com ele na cama dela. Ele mamou e ficou a dormir. Fui dormir mais um bocado. Consegui só me levantar às 10h, coisa cada vez mais rara - mas que hoje era mesmo uma necessidade básica para mim.

Depois disso ainda não parei. Estendi uma máquina de roupa, pus outra a lavar, estendi esta última, arrumei camas, tirei loiça da máquina, pus loiça na máquina, fiz sopa. Pelo meio disto tudo dei dois banhos e pequenos-almoços. Ainda não parei, já disse? Vamos almoçar, eu e ela. O pai foi trabalhar. É a única parte triste deste meu domingo. Sinto-me órfã de marido e não gosto.

Daqui a bocado vai haver mais roupa a lavar, bacalhau a descongelar para o jantar, um ferro a engomar roupa e um bolo no forno. Os nossos domingos são assim: básicos, banais, suburbanos. Iguais a milhares de domingos. Uma rotina boa que nos adoça a alma. Para mim, está óptimo assim (menos a parte de o marido ter ido trabalhar).


06 abril 2011

O dia em que resolvi aprender a... costurar

Já que ando numa de aprender, aprendo tudo. Quis aprender a costurar. Podia ter aprendido há muitos, muitos anos, mas tinha mais que fazer. Agora, com tempo livre, deu-me (também) para aqui. No domingo agarrei-me à máquina da minha mãe e andei a fazer "estradas", a coser para cá e para lá, a endireitar o ponto, a perceber o que faz cada um daqueles botões. Ontem cheguei lá a casa a dizer que queria fazer uma coisa.

Ando sempre com uma carteirinha com aqueles cartões de cliente que não me cabem na carteira principal. É o da Chicco, o da Sephora, o da Prénatal, o do cabeleireiro, o da engomadoria, o do clube de vídeo e mais uns quantos cartões que de vez em quando dão jeito. Acontece que a carteirinha que eu tinha se estava a desfazer. Vai daí achei que uma carteirinha era um bom primeiro projecto. E foi.



Foi simples: pegar num resto de tecido de umas almofadas, talhar, alinhavar, coser, descoser (porque a minha mãe enganou-se na forma como aquilo devia ser cosido), voltar a alinhavar, voltar a coser, fazer casas e pôr botões. Estou muito, muito orgulhosa da minha carteira. Não é nada de especial, mas é a prova de que, quando queremos, aprendemos.


WIP


Ao longo da vida vamos cuspindo para o ar. Depois há um dia em que o que cuspimos para o ar nos cai em cima.
Durante anos "gozei" com a minha mãe. Chamava-lhe aranha tecedeira. Ela passava a vida a fazer crochet e eu não percebia qual era a piada daquilo. Até que decidi que queria aprender. E aprendi. De caminho, pedi-lhe desculpa por todas as vezes em que a critiquei. E ela só me respondeu, sabiamente, como sempre, que sabia que o meu dia havia de chegar. Chegou há umas semanas. Agora ando entretida a brincar com cores. Isto que aqui se vê vai ser a minha manta do sofá do inverno que vem. Gosto muito de fazer isto. Relaxa-me, não me deixa pensar em nada. É terapêutico, pois. E no fim vai ficar giro.


Antes e depois

Eu, uma pistola de cola quente, uma fita de cetim, dois copos, um branco e um preto.




Daqui a uns tempos farto-me da fita cor de rosa, tiro-a e ponho outra coisa qualquer. Simples, não?

(Isto demorou mais ou menos 4 minutos a fazer, incluindo fazer os laços, colar a fita, colar os laços e pôr tudo no sítio.)


Ando caladinha...

... porque ando dedicada a aprender umas coisas.


04 abril 2011

Do Benfica

Pois que acho que sim. Se não ganhamos, quem cá ganha fica a festejar às escuras. Só as luzes dos sectores do Benfica é que se foram acendendo. E as da publicidade, que nunca se apagaram, que isto os anunciantes têm que se ir mantendo contentinhos. Agora o resto, esses outros que vêm à nossa humilde casinha ganhar campeonatos e têm a ousadia de celebrar... ná. De luz apagada e é se querem.

Ou isso ou o Benfica começou já a fazer contas à vida e toca de desligar os interruptores quando a luz deixa de ser precisa. Chama-se poupar, pois.

[Pode ter sido avaria, não faço ideia se foi ou não. Mas a mim soou-me a mau perder.]


01 abril 2011

Friday's mood



(Chega o calor. Chega o fim de semana. Chega o tempo de ouvir isto...)